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AGF aposta na expansão do Seguro Agrícola”  - Data: 27:07:2006 - Fonte: Monitor Mercantil 

Seguradora já cobre máquinas e equipamentos e amplia participação em grãos

A AGF Seguros prevê a expansão do seguro agrícola no Brasil. Não é por menos que a empresa já expandiu suas coberturas neste segmento. Desde o ano passado vem atuando no seguro de grãos, com destaque em soja e milho, além de cana-de-açúcar e florestas comerciais (pinus e eucaliptos).

A AGF trabalha com agronegócios há 14 anos. Até 2005, a seguradora era focada apenas em máquinas agrícolas, cobrindo 48% dos tipos de equipamentos. Desde o ano passado, atua também no seguro de grãos. Entre as commodities de destaque no agronegócio brasileiro, a seguradora cobre as culturas de soja e milho.

Outros segmentos também mereceram a atenção da companhia, como as florestas comerciais, que envolvem a plantação de pinhos e eucaliptos. "O cultivo destas culturas tem crescido", afirmou Luiz Carlos Meleiro, superintendente de seguro agrícola da AGF Seguros. A justificativa, de acordo com o executivo, são "as indústrias papeleiras e moveleiras, além do mercado de carbono criado a partir do Protocolo de Kioto".

Meleiro esteve no início deste mês na Alemanha, em reuniões com investidores daquele país. De acordo com o executivo, um tema com grande demanda nas discussões foi o das fontes renováveis de energia, como o álcool e o biodiesel.

"O petróleo tem data marcada para acabar. Entre as décadas de 2050 e 2060, vai dar mostras que terá que ser trocado com urgência por outras fontes de energia", comentou o superintendente. Atenta à esta transformação, a AGF voltou-se também para a cultura de cana-de-açucar, oferecendo ao mercado agrícola o seguro de canaviais.

"A fonte energética renovável é o futuro não penas do Brasil, mas do mundo. A tendência é que este segmento cresça, sob o aspecto da área plantada, em progressão geométrica. O mesmo ocorre com o biodiesel (cultura da mamona)", afirmou Meleiro, para completar que "estamos investindo nestes segmentos".

Segundo o executivo, está prevista a construção de 60 novas usinas canavieiras até 2008. Esta expansão seria acompanhada de perto pelo mercado segurador. "O mercado tende a crescer. Apenas 1% da área plantada no país, de todas as culturas, está coberta por algum tipo de seguro".

O número dá a medida do esforço que a indústria do seguro no Brasil terá para se desenvolver na agroindústria. "Para que este mercado se desenvolva, é necessário o esforço de diversos atores. Desde o Ministério da Agricultura aos produtores rurais, além dos próprios seguradores", atestou Meleiro.

O executivo enumera alguns fatores para a pequena atuação do mercado segurador no setor. "O produtor agrícola passou por vários problemas nos últimos 15 anos. Das constantes mudanças no câmbio à pouca agilização no pagamentos de sinistros, fato que ocorria até pouco tempo".

Para crescer, Meleiro afirma que a AGF está investindo em pessoal técnico e no desenvolvimento de novos produtos. Para o executivo, estes fatores "devem dar grande impacto no número de venda do seguro agrícola". Outro fator é o barateio do custo dos seguros para o produtor rural.

Nada que tire o otimismo da AGF. "Na Alemanha, conversamos com várias empresas, como Volkswagen, Bayer e Basf. Todos eles continuam acreditando que o Brasil é o país do agronegócio. Apesar dos problemas, teremos novidades", garantiu Meleiro.




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