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Presidente da Seguradora Brasileira Rural escreve artigo sobre “Seguro para Agronegócio”  - Data: 23:05:2006 - Fonte: ACP Comunicação - Assessoria de Imprensa da Brasil 

As catástrofes climáticas causam enormes perdas ao agronegócio, e o Governo Federal é acionado para disponibilizar recursos que amparem o setor, a solução definitiva é o seguro rural. A questão foi levantada pela primeira vez no ano de 1878, quando ocorreu o 1º Congresso Agrícola, realizado em Recife pelos agricultores, nesse evento foi solicitado ao Imperador o seguro agrícola. Ao invés de remediar o estrago feito pelo clima, a política correta é a prevenção, menos onerosa financeira e socialmente.

Em países como a Espanha e os Estados Unidos, só são socorridos quem se auxilia com seguro, aos outros não. Mas o Brasil tem o costume de colocar na mão de terceiros a solução para nossos problemas, numa atitude passiva conhecida como “a Deus dará”. Aqui, o seguro agrícola é quase inexistente.

Segundo dados da SUSEP para o seguro agrícola no mercado brasileiro, tomando os últimos seis anos como base, os valores de prêmio (receita advinda pela venda de seguro) são decrescentes, de R$ 43.036.000,00 em 2000 para R$ 23.814.000,00 em 2005, e as seguradoras indenizaram R$ 462.665.000,00, no mesmo período, 205% do que receberam.

De 1967 para cá cinco seguradoras deixaram de operar com o seguro agrícola por este motivo e mas ainda existem outras cinco seguradoras que continuam operando, digo apostando nesse mercado.

Comparando a receita de seguro agrícola em 2005, do Brasil de US$ 12 milhões com a da Argentina de US$ 100 milhões concluímos que algo está errado.

Os agricultores que não compraram seguro por considerar alto o custo do mesmo, mudam de opinião depois de sofrerem perdas com os riscos climáticos, mas muitos ainda desconhecem a existência do seguro rural. O seguro não deve ser identificado como custo, mas sim como investimento, ele permite uma renda estável independente de São Pedro.

O Governo Federal, e os estados de São Paulo e Rio Grande do Sul têm programas de subvenção ao prêmio do seguro agrícola. Quase 45 milhões foram disponibilizados pelo Governo Federal para esse programa, pagando de 30% a 40% do valor do prêmio a ser pago pelo agricultor até um limite de R$ 32 mil.

O estado de São Paulo tem um programa de subvenção anterior ao federal onde subvenciona 50% do prêmio do seguro. Este ano nos parece que será implantada a complementaridade dos planos, ou seja, o agricultor de São Paulo pagará somente 20% a 30% do valor do seguro, pois o estado pagará 50% do prêmio e o federal pagará 30% ou 40% do saldo dependendo da cultura.

As Seguradoras que atuam nesse mercado podem adaptar produtos existentes em outros países, bem como investir no desenvolvimento de novos produtos, trazendo tecnologia de fora que somada à experiência dos técnicos brasileiros, pode atender as necessidades de coberturas a riscos específicos, a que estão sujeitas as culturas nas diversas regiões.

Como por exemplo, seguros que cubram os riscos nas áreas de carcinicultura ou piscicultura. Atualmente a ocorrência da Febre Aftosa em alguns estados do Brasil desencadeou restrições às exportações de carne bovina para mercados importantes, trazendo prejuízos para o setor.

Todo e qualquer desastre sanitário deixa um saldo negativo e demanda esforços emergenciais muito grandes, a erradicação da Febre Aftosa ainda depende de investimentos vultosos que apresentam dificuldade de liberações orçamentárias.

O seguro para a Febre Aftosa já existe em países do leste europeu e pode indenizar o abate sanitário de animais que estejam nos focos da epidemia dessa doença, bem como reembolsar os gastos de erradicação, como pessoal, material etc... Trazendo grande benefício ao PIB Brasileiro.

Luiz Roberto Paes Foz é presidente da Seguradora Brasileira Rural.




E-mail: YRD Corretora de Seguros